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Nunca Usei o ChatGPT para Preparar Jogos, Onzes ou Escolher Jogadores: Minha Visão Pessoal

Em tempos modernos, a tecnologia tem transformado todos os aspectos da nossa vida, incluindo a maneira como abordamos o esporte, seja amador ou profissional. A inteligência artificial, especialmente ferramentas poderosas como o ChatGPT, tem sido adotada por muitos para ajudar na análise de jogos, na montagem de elencos e até na escolha de jogadores em diversas modalidades. No entanto, quero compartilhar minha experiência e visão pessoal sobre o fato de nunca ter utilizado o ChatGPT para preparar jogos, montar onzes ou escolher jogadores. Para mim, essas decisões continuam sendo fundamentadas na intuição, no conhecimento prático e na observação direta, elementos que, acredito, são insubstituíveis por qualquer algoritmo ou inteligência artificial.

Quando comecei a trabalhar com esportes, especialmente em ambientes onde a paixão e o conhecimento do jogo dominavam, o processo de preparação dos jogos e a escolha dos jogadores era quase uma arte. Era uma combinação do estudo detalhado das características individuais de cada atleta, da dinâmica da equipe, das estratégias do adversário, e também da intuição construída ao longo dos anos dentro do campo e fora dele. A minha percepção é que, embora processos tecnológicos possam facilitar análises e fornecer dados úteis, nunca substituem o julgamento humano que é baseado em experiência, sentimento e percepção direta da realidade do esporte.

Por que não uso o ChatGPT para essas tarefas? Essa é a pergunta central que muitos podem se fazer. Afinal, o ChatGPT consegue processar grandes volumes de informações, analisar tendências, simular cenários e até gerar estratégias baseadas em dados. No entanto, há vários motivos pessoais e práticos que me fazem optar por um processo mais tradicional e humano.

Além disso, a utilização do ChatGPT poderia gerar uma dependência excessiva da tecnologia, fazendo com que o dirigente ou treinador perca sua capacidade analítica e reflexiva. Isso é algo que procuro evitar, preferindo manter o controle total sobre as decisões fundamentais, garantindo que cada ação esteja alinhada aos valores e à filosofia do time que represento.

Vale lembrar que o ChatGPT é uma ferramenta poderosa, mas que funciona a partir de dados disponíveis e de modelos predefinidos. Isso significa que, em esportes e jogos, onde a imprevisibilidade e a singularidade são a regra, confiar exclusivamente em uma IA para tomar decisões estruturais pode ser arriscado. Jogos não são meros algoritmos para resolver — são interações humanas que podem contrariar lógica, que exploram emoções, e que envolvem fatores imponderáveis.

Outro aspecto importante é a autenticidade e a originalidade do trabalho como treinador ou gestor esportivo. Quando usamos inteligência artificial para montar onzes ou escolher jogadores, inevitavelmente seguimos modelos padrões, baseados em dados históricos e previsões, mas que podem portar limitações implícitas. Fazer isso pode tirar a essência do que é construir um time com a sua marca, suas características únicas, sua identidade. Eu sempre busquei criar times que representassem mais do que apenas o resultado, mas um espírito coletivo e um estilo próprio, que dificilmente poderia ser replicado por um algoritmo.

Além da questão estratégica, existe a dimensão ética e do esporte limpo. Sempre defendi que a essência do esporte está no talento humano, na dedicação, no esforço dos atletas e na capacidade dos treinadores em liderar e desenvolver suas equipes. Ferramentas como o ChatGPT devem servir como apoio, e não como substitutas do esforço humano. Acredito que o uso desenfreado de inteligência artificial para decisões-chave pode abrir precedentes para uma mecanização excessiva e reduzir a importância do desenvolvimento humano dentro do esporte.

É claro que estou ciente das possibilidades incríveis que o ChatGPT e outras tecnologias podem trazer. Eles auxiliam na análise de performance, no mapeamento de dados e até em previsões estatísticas que enriquecem a compreensão do jogo. Por isso, encaro essas ferramentas como complementares, e não como substitutas. Uso a tecnologia para obter informações adicionais quando necessário, mas as decisões principais são tomadas com base em conhecimento acumulado, observação direta e diálogo com a equipe técnica e os próprios jogadores.

Minha rotina ao preparar jogos e escolher jogadores

A preparação de um jogo envolve uma série de etapas que vão muito além do que simples dados numéricos podem mostrar. Eu dedico tempo para estudar vídeos, conversar com atletas, observar treinamentos e avaliar o estado físico e emocional dos jogadores. Esses fatores, combinados com uma leitura tática profunda das características do adversário, são fundamentais para definir estratégias eficazes.

Este conjunto de ações não é algo que simplesmente possa ser substituído por uma análise algorítmica. A intuição e o olho clínico, frutos da vivência cotidiana, fazem toda a diferença na hora da tomada de decisão.

Considerações finais

O futuro do esporte certamente caminhara para uma maior integração entre tecnologia e prática esportiva. No entanto, acredito que o equilíbrio deve ser mantido. O uso do ChatGPT e outras inteligências artificiais devem ser vistos como ferramentas que auxiliam, mas nunca substituem o fator humano que é a essência do esporte.

Minha postura pessoal — nunca usar o ChatGPT para escolher jogadores ou montar onzes — reflete a convicção de que o esporte é uma atividade profundamente humana, viva e dinâmica, que se constrói a partir da experiência, da observação e da emoção. Enquanto isso continuar sendo verdade, minha preferência será sempre pelo contato direto, pela análise crítica e pela liderança pessoal sobre as decisões básicas da equipe.

Por fim, convido treinadores, dirigentes e amantes do esporte a refletirem sobre o papel da inteligência artificial neste contexto. Que saibamos utilizar as tecnologias para potencializar nosso trabalho, sem perder o elemento mais precioso do esporte: o toque humano, o coração, a paixão e a sabedoria acumulada com a vivência prática.